sábado, 10 de maio de 2008

Um dia desses...



Um dia desses

Desapego
Na alma, no peito
Luzes sem cor
No céu a escuridão reina
Aqui agora
O rádio é rei
A música penetra pra além
dos pensamentos
Vibrante
esse sentido
que fere curando
Espeta
Cativa
Na ativa
Na sola
Espreitando está
a solidão
Mas é apenas uma sensação
Não um estado
Decepção
Tentar novamente
Não perder a esperança
Eis ai um ciclo
de coisas inefáveis ?
Estão sempre ligadas
Desunidas
Amarradas...

Traga agora o teu pão e vinho
E se vira de alegria
Nesse poema.

By Calvin Cox

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Hoje é o primeiro dia

Hoje é o primeiro dia
Dia de se viver de verdade
E de se viver a verdade
Fazer o que se precisa
Mas também não fazer nada
E nada tem que ser feito
Por fazer, em tudo tem que haver vida
Sem rótulos, sem modo a priori

Vida
Ela chegou a mim
Como quem não quer nada
Foi me conquistando
E eu, iludido, bobo, não quero mais acreditar
em nada do que falam, se até mesmo no amor
ninguém parece acreditar

Mas eu sim,
eu acredito.
Eu sei que sei porque do contrário nem saberia,

ora
bolas...

Hoje mesmo eu vou dar os primeiros passos.
é, hoje será sublime, será do jeito como todos os dias serão:
Leves, solitários, mas de uma solidão buscada
Aquela da reflexão, do encontro consigo mesmo.

Porque se duas sessões já foram suficientes pra quebrar tantas inércias,
quanto mais de vida e de contexto de guerra serei colocado?

Ah, eu amo viver!

Lashema Ragnarishos Svelsk Xma Rro mElk eila ehh


By Calvin Cox

sábado, 19 de abril de 2008

Meu seu nosso estado em desestado tado tado tadado dado emdedado dedado dedo dado


O 3 de Paus emerge como arcano conselheiro para este momento da sua vida, blogueiro, propício ao uso dos poderes intuitivos e criativos.

É um arcano dinâmico e ativo, o lance agora é não dormir no ponto! Ao perceber que as coisas se puseram em movimento, evite a inércia a todo custo. Corra atrás, batalhe pelo que deseja e, ainda que as coisas lhe pareçam garantidas, não conte com o ovo antes de a galinha botar. Você terá que considerar detalhes para os quais talvez não tenha atentado anteriormente e lidará com atrasos e pequenos imprevistos, precisando exercitar ao máximo a sua ginga e jogo de cintura para resolver pequenos empecilhos. Aproveite ao máximo as conquistas iniciais, mas tenha plena certeza de que há muito ainda a se fazer!

Lembre-se: Esse arcano sugere confronto nos projetos e obstáculo superável; fatos inesperados com melhoria nos resultados; paralisia momentânea do desejo causado por terceiros.

Conselho:
Dinamize-se! Momento de alta criatividade! Reflexão e meditação necessária para a evolução da vida.





Marina Lima - Pessoa

Composição: Dalto/Cláudio Rabello

Olhar você e não saber
Que você é a pessoa mais linda do mundo
Eu queria alguém lá no fundo do coração
Ganhar você e não querer
É porque eu quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora entra, vai e volta sem sair, oh, oh !
Oh, não ! Não tente me fazer feliz



Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir
Olhar você e não saber
Que você é a pessoa mais linda do mundo
Eu queria alguém lá no fundo do coração
Ganhar você e não querer
É porque eu quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já cansei...

(refrão)
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora entra, vai e volta sem sair, oh, oh !
Oh, não ! Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais





Cais - Elis Regina

Composição: Milton Nascimento / Ronaldo Bastos

Para quem quer se soltar

Invento cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento amor e sei a dor de me lançar

Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador

Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho um caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir

Invento o cais
E sei a vez de me lançar

"I am the son and the heir of a shyness that is criminally vulgaram son heir pf nothing in particular you shut your mouth how can you sayI go about things the wrong way I am human and i need to be loved just like everybody else does..." The Smiths - How Soon is now?"

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sem título




Poema escrito em 06/04/08

Eu me sinto à deriva...
Antes queria ser de alguém
me "alguémnizar", me refazer
mas agora sou livre
disto que me algemava
sem me desalienar
agora posso ser alguém
sem de ninguém ser


Um ser que não precisa de ninguém
porque o amor não é prisão, é entrega deliberada,
é morte concedida, não pode ser dolorida,
não pode querer me matar.


É um amor que não mexe
com o amor próprio,
e que a própria alma
é forte de se enfraquecer.





By Calvin Cox

sexta-feira, 28 de março de 2008

Por que essa necessidade dos outros?


Se fazer e se mostrar
peças soltas e motivadas
apenas mais um status quo?
Há muita barreira deliberada
e eu tenho ido, me enfiado nas brechas
da boa educação, até da atenção forçada
...de uma estrutura opressora...

Uma troca, lei de permuta
nunca dê a menos,
porém quanto mais se der
mais lhe será cobrado
e vice-versa.

Mas o expressar é frio,
e falso e cortês demais
não gosto, mas preciso
preciso porque estou fraco
estou fraco porque o perdi
o perdi porque não soube ser
preciso me deixar
fluir,..... deixar fluir.....deixar fluir..... deixar....
! mas sem sufocar o outro !
eu sufoco os outros
por que essa necessidades dos outros?

(Porque essa necessidade em do outro se adequar e se adequar ao outro?)

By Calvin Cox

terça-feira, 4 de março de 2008

Descoberta (ou ainda uma grande procura, sem se estar procurando?)



Descoberta

Tentei progredir até além
além de mim mesmo
e sei que de lá não posso retornar
se você não existe,
gostaria de poder criá-lo
e trazê-lo a mim
não encontro palavras
ou será que realmente o que quero
é ficar calado?
não há nenhum desafio
nenhuma prova de fogo
num dia de sol,
numa praia deserta
apenas eu e o mundo
o meu mundo, onde ninguém alcança
e eu, com medo de me afogar
não me arrisquei
o universo imenso e infinito
é tão magnífico!
e daqui eu me assusto em ver
tanta incapacidade, tanta inércia,
ausência, desapego
...
sinto saudades de algo
que nunca tive
mas que está lá fora
em algum lugar, quem sabe
procurando por mim...


By Calvin Cox

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Sutileza

Tantas coisas aqui ditas
E não ditas
Há tantas mentiras...
Mas as
maiores verdades são tão nítidas
que só as almas mais puras e brancas
conseguem ver.

Sutilezas
Tem o todo, tem as partes
e tem o dito
que se faz no silêncio
No silêncio e nas muitas palavras
Criptografadas

A essência precede a existência
Ou seria o contrário?
Nem mesmo
sei....


Nesse poema abaixo a resposta final (poema feito pela Aline Cunha, 16 anos, peguei de um jornal de literatura, queria poemas de uma poeta pura e hidra, me arrepiei com o pode profético desse veículo sobre minha vida e nas verdades dessa palavra a síntese maldita na cor verde sendo tirada do amarelo.)

A fita de seda
É o que tranca minha alma.
Tão frágil está
Tão forte aparenta estar.

Minha boca costurada
E você não consegue ver
Que existe alguém me fechando
Existe alguém me tirando daqui aos poucos.
Vejo meu corpo
E sei que não é um sonho.

Não há espaço para a vida.
Deixei tantos atos no estado inacabado
Não existe espaço para a vida
Dentro de um corpo fechado.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Alberto Caeiro - Num dia Excessivamente Nítido


Num dia excessivamente nítido,
Dia em que dava a vontade de ter trabalhado
muito
Para nele não trabalhar nada,
Entrevi, como uma estrada por entre
as árvores,
O que talvez seja o Grande Segredo,
Aquele Grande Mistério
de que os poetas falsos falam.
Vi que não há Natureza,
Que Natureza não
existe,
Que há montes, vales, planícies,
Que há árvores, flores, ervas,
Que há rios e pedras,
Mas que não há um todo a que isso pertença,
Que um conjunto real e verdadeiro
É uma doença das nossas idéias.
A natureza é partes sem um todo.
Isto é talvez o tal mistério de que falam.
Foi isto o que sem pensar nem parar,
Acertei que devia ser a verdade
Que todos andam a achar e que não acham,
E que só eu, porque a não fui
achar, achei.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ousada Naja



é sempre um retorno
sempre e de vez em nunca
nunca
...

duas, três, quatro mensagens
todas sutis,
concomitantemente sombrias
no silêncio uma destila
o veneno mortal

afaste-se de mim
não mexa comigo
sou capaz das piores atrocidades
que não são as do mundo físico
do mundo sensível
mas mexo na sua cognição
e no seu inconsciênte
vou rodando para trás
o deboche meloso
o sarcasmo de daimon

cuidado!
o perigo te ronda!
está espreitando
no seu espelho
querendo pegar outros
querendo fazê-los pagar
justiça pela própria mente

a maldade pertece a nós,
alguns a escondem de si mesmos,
na bondade a pior maldade escondida
aquela da mais sutil possível
a mais maldita
apuradíssima
irreverênte!
pomba-gira pura
e ainda ri muito
a maldita!

se eu tiver que ir buscar
não irei sozinho

o som de um crime
de uma bala sendo disparada
o odio escondido no olhar sumido
ele me olha, e eu sei que naquela mente tem dor
tem muita pureza manchada com a tinta da
indiferença (...)
-------
.. .. .. que nela causou
girou e foi se transformando
com o tempo metamorfoseando
gerúndio e os tempos pedidos
numa ação de inativação

tenho que entrar de leve
sem fazer barulho
pois os dragões
os piores deles
estão dormindo

na luta eu irei sangrar
e me sangrar.

mas eu já acho que estou pronto.
e como!
eu também nasci no perigo
no poder dessas e aquelas

e nada em troca.
porque meu olhar a ti já te viu
e viu nele a si mesmo
entrecortante
entorpecente
entrelapidante

Nas teth teih rih no mohhhh

By Calvin Cox


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Breaking out of this captivity


1 "È un'emergenza d'amore il mio bisogno di te un desiderio così speciale che assomiglia a un dolore per me"

2 "Ler esse livro é, também, seguir este caminho derrubando os mitos dos sistemas estereotipados, repressores e falso que vivemos, pela difícil via da desconstrução"

3 "Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inutil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem querer precisar me procurar."

4 "I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star in somebody else's sky, but why, why why can't it be, oh can't it be mine?"

1: Laura Pausini - Un'Emergenza D'Amore
2 e 3 : de Clarice Lispector "A Paixão Segundo G.H" pgs. 5, 15 e 16.
4: Pearl Jam - Black


Desiderio

Estou me travestindo de forte
mas ainda há em mim traços de você
seus resquícios ainda me conduzem ao
ascetismo emocional
me desconstruíndo
me reconfigurando
numa semiótica confusa
ao belo jogo de sentidos,
de imagens impregnadas
estilhaços de signos obtusos
austeros
reticentes
taciturnos.

Ou pelo menos na busca deste desiderio
um outra alma me envoca
convoca-me a lhe direcionar
proximação
pertinente
revelância paradoxal
pois o paradoxo é essa entidade
que contém em si mesmo

a sua própria negação.

Então será que está certo?
o que eu quero com essa


digressão-apreensão-desprendimento?


Ontem me disseram:
"às vezes, para se construir algo é preciso
destruir tudo primeiro, e começar do zero
"


Ainda preso eu livre tento voar
nessa liberdade restringída
é mesmo um axíoma
o encontro de opostos que, de tao sublíme
decanta deviradas,
integrais e dimensões alterligadas,
nesse
laço de moebius, nesse Escher
que insistem em me levar a essa
realidade desconstruída e desconvexa.

parâmetros engendrados (?)
organizações des es tru tu ra d a s (?)
as letras estão me escapando

Eu peço misericórdia
pois a faca
ainda não acertou meu coração,
por favor,
empurre com mais força.


By Calvin Cox




Cowboys And Angels - George Michael

When your heart`s in someone else`s hands
Monkey see and monkey do
Their wish is your command
You`re not to blame
Everyone`s the same

All you do is love and love is all you do
I should know by now the way I fought for you
You`re not to blame
Everyone`s the same

I know you think that you`re safe
Mister
Harmless deception that keeps love at bay
It`s the ones who resist that we most want to kiss
Wouldn`t you say?

Cowboys and angels
They all have the time for you
Why should I imagine
That I`d be a find for you
Why should I imagine
That I`d have something to say

But that scar on your face
That beautiful face of yours
In your heart there`s a trace
Of someone before

When your heart`s in someone else`s plans
Things you say and things you do
They don`t understand
It`s such a shame
Always ends the same

You can call it love but I don`t think it`s true
You should know by now
I`m not the boy for you
You`re not to blame
Always ends the same

I know you think that you`re safe
Sister
Harmless affection that keeps things this way
It`s the ones who persist for the sake of a kiss
Who will pay

Cowboys and angels
They all take a shine to you
Why should I imagine
That I was designed for you
Why should I believe
That you would stay

But that scar on your face
That beautiful face of yours
Don`t you think that I know
They hurt you before

Take this man to your bed
Maybe his hands
Will help you forget
Please be stronger than your past
The future may still give you a chance

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Mistério

Meu vislumbre
está condicionando ao atendimento
de minhas satisfações
sensações enganadoras
deturpadoras, usurpadoras
mas enaltecentes
encandecentes
entorpecentes
remanescentes

É a dor de deixar pra trás
tudo o que antes fazia sentido
mas sem sentido
sem nexo retroflexo
tentáculo suspeito

Quero voltar atrás?
mas não houve nada lá pra mim
nada que lutasse por mim
nada que eu quisesse realmente

Ou há?
uma pergunta cretina
safada ordinária estúpida fragmentada
tudo mudou, o estado de coisas,
eu antes tinha mãe, namorado, estudo, trabalho,
computador, um plano montado, uma vida feita
olhei àquilo tudo, será que eu deveria mesmo
sujeitar-me a me manter como um fantoche
feito das necessidades dos outros?
mesmo a prosperidade me fazia refém dela
não que eu agora, de volta ao nada, ao recomeço
não me sinta num fosso, num buraco negro
querendo gritar em desespero
por não estar acostumado

Será que eu sou mimado? ou será que sou por demais destemido?

será que o que perdemos nunca poderá ser medido,
no valor que nosso amor possuia? será que o tomamos por dado?
será que você não aprendeu a matar seu eu pequeno?
seu eu destrutivo, mas teimoso bandido?
eu tento, mantenho a tentativa, quero conexão.
mas sou colocado de lado, por forças que me estão alheias.
O que se passa na sua cabeça?

Mistério.... mistério.

By Calvin Cox

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A gift to you my secret friend!!!

Eu pensei bastante nessa pessoa essa semana, e fiquei tentando imaginar o que ela iria querer ganhar.

Bem eu vou te dar algumas coisinhas hehehe

Primeiramente um homem maravilhoso daqueles que fazem tudo, até limpam a casa pra vc!!!



E depois desse homem perfeito (mas imperfeito também porque somos todos humanos neh) eu espero que vc fique tão feliz que vai ficar super leve e de bem com a vida que nem esse gatinho aqui:

Eu tirei uma pessoa que ainda não tive a oportunidade de conversar pelo msn, mas pelo que li no blog dele é uma pessoa muito muito especial... e super de boa com a vida.

É o matheus méffews, do leve mente leve.

Eu vi fotos suas numa praia e me lembrei de coisas maravilhosas que eu vivi numa praia esse ano do lado de uma pessoa muito especial. Por isso vou te enviar a música que foi trilha desse meu momento e espero que ela te traga muitos momentos felizes também!!! O player da música está ao lado!

Salvatore Adamo - F Comme Femme

Elle est éclose un beau matin
Au jardin triste de mon coeur
Elle avait les yeux du destin
Ressemblait elle à mon bonheur?
Oh, essemblait elle à mon âme?
Je l'ai cueillie, elle était femme
Femme avec un F rose, F comme fleur
Elle a changé mon univers
Ma vie en fut toute enchantée
La poésie chantait dans l'air
J'avais une maison de poupée
Et dans mon coeur brûlait ma flamme
Tout était beau, tout était femme
Femme avec un F magique, F comme fée
Elle m'enchaîntait cent fois par jour
Au doux poteau de sa tendresse
Mes chaînes étaient tressées d'amour
J'étais martyre de ses caresses
J'étais heureux, étais je infâme?
Mais je l'aimais, elle était femme
Un jour l'oiseau timide et frêle
Vint me parler de liberté
Elle lui arracha les ailes
L'oiseau mourut avec l'été
Et ce jour là ce fut le drame
Et malgré tout elle était femme
Femme avec un F tout gris, fatalité
À l'heure de la vérité
Il y avait une femme et un enfant
Cet enfant que j'étais resté
Contre la vie, contre le temps
Je me suis blotti dans mon âme
Et j'ai compris qu'elle était femme
Mais femme avec un F aîlé, foutre le camp



Porque o que eu te desejo mesmo é toda felicidade do muuuuundoooo!!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Quebrando paradigmas

Minhas ilusões
forças superioras
querem me ludibriar
venenosas, inadequadas
revoltadas, perniciosas
encontram força
na ideologia social

Meu crescimento pessoal
questionamentos
relação
entre minha vida
e meus sonhos
o que se é
e o que se pensa ser

No afastamento da repetição
da falta de criatividade
oh ferida aberta!
do mesmo
que se auto-denomina novo
estilhaços
quanta burrice e vaidade!
Narciso foi solto
e ronda pelos dedos
entremeia a tela
daqueles que insistem em girar
em torno de seu ego
ou no ego-objeto
de pluralidades fúteis.

Sarcasticamente nego!
busco a síntese
até mesmo um pouco de desprezo
aproveitando as adversidades
para meu fortalecimento
a vida é ela o que é
sutileza

Liberação interna de velhos padrões
sem me detonar na baixa auto-estima
ou na arrogância
ou nas letras de abundância
tal que se acha capaz de ser capaz

Olhar para dentro
separar o sonho da ilusão
e brindar a realidade!

O segredo da motivação?
unir força à docura
não se achar forte o suficiente
nem fraco demais
nem ver beleza
onde só tem beleza
mas sim na feiura cativante
aquela que nos faz
um só, único e eterno

Quem, afinal, quer saber de mim
eu que sou mais um eu
no meio da eulândia
desses ai que se autoentrevistam
desse mal também já provei, criança!

Reconheço a sombra
mas a luz sim
é por demais alcançável!
vamos juntos
meter o facão pra abrir essa floresta
de bichos e plantas
pois um rio de água doce
percorre nosso mundo
nessa esperança.

Pense,
porque suas vísceras não podem me curar!


By Calvin Cox

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A respeito do olhar

Nada escapa do olhar. E no nosso olhar, o julgamento.
E no julgamento, as chaves da afeição.
Mas quando realmente vemos o que olhamos?
Vemos o que queremos ver ou vemos o que não se pode querer ver?
O que é projetado e refletido no olhar?
E se eu acordasse outro e tivesse outros olhos, e por trás destes, outros julgamentos?
Seria, o primeiro olhar (que é agora observado pelo meu outro ego) não mais sujeito e sim objeto? Posso concluir que sou eu, então, um objeto-sujeito aos outros? Ao olhar dos outros?
Mas e se eu pudesse ter duas mentes, dois corpos, fosse dois, e cada um ainda assim fosse eu também, dissociado mas singular. Como funcionaria isso?
E se eu pudesse invadir outros mundos, por exemplo, abrir os olhos da conciência em meu mundo onírico e poder, concientemente, explorá-lo, esse que é tão bizarro e psicodélico, o que eu veria, e o que haveria no meu olhar que fosse substancial? Que não fosse apenas fragmentos?
Ou se eu pudesse entrar na mente do outro, no seu lado obscuro, e no seu lado sublime, o que seria encontrado?
(...)

Não, talvez não fosse mesmo bom.
Meu percusso já não seria o mesmo. Minha indentidade sofreria mutações.
Perderia a mim mesmo...
Mas se perder não é se encontrar? Não tem que se dar para se receber?
O que fazer para se obter uma conciência ulterior, expandida, destoada, reversa e trancendente?
Façamos um exercício agora.
Me deixarei levar... parar... ouvir... apenas ouvir... olhar... fechar os olhos.
Abrir os canais... sentir o barulho que vem de fora da janela... a batida do coração... a sensação da roupa no corpo... o gosto da boca... mexer os dedos do pé... fechar os olhos.
Percebe? Algo pulsa.... O que é?
É nossa parte multimidia, a mente, que envia pensamentos.
Por vezes recorrentes, circulante.
Descobrimos então o nosso pior amigo, nossa pior compania. Mas é um mal necessário.
Porque quem manda é ela, que está lá trás, nossa mente, tão fixa e moleca, tão sedenta de estimulos, tão influenciada e influenciadora, que nos cobra a todo instante que exploremos, que façamos dessa floresta de signos uma porta, ao mundo compreensível.
Mas quem disse que no pior amigo ainda não se há um amigo, afinal?
A vida é mesmo um jogo.
Mas é bom jogar quando se tem boas peças. Aquelas que tem mais movimentos que sejam agora louvadas.
Pois as boas peças sabem seu lugar no tabuleiro. Sabem abrir caminho, derrubar impecilhos, achar brechas e frestas.
E ainda de quebra não perdem a elegância, o bom senso, e o que há de melhor: a autenticidade.
Nossas fantasias nos fazem reféns, mas a realidade sempre estará lá com sua cinta, esperando que aprontemos para nos bater. É a vida.
Alias, vida mental, e suas artimanhas, que fique bem claro.
Pois a vida do corpo, dos jogos sociais, das influências econômicas e politicas, da ideologia cotidiana e dos valores de consumo, esses eu deixo para que os outros depreendam.
Minha alma tem seis olhos.

By Calvin Cox

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

INCONSTÂNCIA


Em meu leito
o frio de um'alma
o calor de um corpo
berros silenciosos
pedem-me luz
paz
conforto

Plena sensação
do êxtase
ao comfortar-te
dar-te vida
ser seu astro maior

Medíocre dúvida
ter-te e ter
o certo e o incerto
segurança e medo

Saber o que queres
e não me dizes
saber o que quero
e não te digo

Forças antagônicas
convergindo-se
polos opostos
atraindo-se

Constante quebra
de paradoxos
constante prova
do que se é capaz
constante inconstância
da vida em nossas vidas.

By Calvin Cox

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Existência-Alma


A alma pérfida percorre contrastes supérbulos
Tumultos internos de cadentes tensões
Em si, um amálgama, em subterfúgios intrínsecos
Tendões estáticos de pura adrenalina
Movimentos perfeitos em uma nuvem negra
Cai por terra a doçura do amargo, que não é amargo
Que não se faz, que não se compraz
Que se auto-proclama vítima de um movimento desfeito
Entre cores e sons-desespero.
A arte que grita na musicalidade do aroma
No melhor do desejo contido
No belo que se esconde nas entrelinhas
De suas poderosas armas sem balas
Sem o ódio que puxa o gatilho
Que trespassa o seco ar de um pulmão-cancer
No poder hereditário de escravas brancas
Querendo a posse hereditária
Posso, entre muitas coisas
Dizer o que não digo
Falar por vezes
Do que me dói
Mas nunca proferi, matar palavras que encravadas
Expostas, rasgam minha alma com cores de sangue-ferro
Destilado de vento
No amor que existe, existe um amor inexistente
A entrega-descoberta de passos estridentes
De meses de espera pela libertação-discórdia
De tudo menos um,
Por vezes, sem ser em si,
O é que não é jamais. Sem

By Calvin Cox

terça-feira, 30 de outubro de 2007

CAVIDADES


A separação de minh’alma
Em repartições subjacentes
Sobrepondo-se, contrapondo-se
Justapondo-se
Não se limita ao infinito
Se expande do finito
Fulguras cavidades do ser.

Expele desejos, exprime mortejos
Revela belas gargantas de abismo
Num sulcro sepulcro
Na virtude do ser fenomenal
Feridas pruridas, brajudas
O que é brajuda?
Nada igual.

Não encontrei ainda meleatitudes
Meleatitudes é o nome
De meu sentir insentido
Impensado, impelido
Reservado, encravado
Tentando explodir seus momentos
Os calidosos
Vertinosos
Mexidos, entretidos
Pois assim dito
No ponto final.

By Calvin Cox